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Mais que um comentário…

Cara, é por coisas dessas que eu curto internet, entre aspas. Apesar de estar com muito tempo – mentira é preguiça mesmo – pra entrar quando eu venho e abro o blog eu vejo coisas bem legais. Eu recebi um cometário – e pra quem quer ver é aqui – que me relembrou do assunto que eu não estava tão ligada ultimamente: cotas, sistema de ensino e sociedade. Sabe, é engraçado como a gente leva tão pouco a sério a questão da educação por aqui, lógico não são em todos os lugares, quando eu digo Brasil é porque, me desculpem, mas eu moro aqui, e eu tenho muito orgulho disso. O país é maravilhoso, tem belezas naturais e a maior parte do povo é o mais atraente, o que mais chama atenção de turistas que cada vez mais se apaixonam, como nós, por esse país maravilhoso. Mas, não me peça pra deixar pra lá o fato de pessoas corruptas estarem nos regendo, de mais e mais pessoas se debandarem pro lado das drogas e famílias sendo destruídas por causas das mais fúteis do mundo. Eu me lembrei com esse cometário de uma conversa que eu tive a um tanto de tempo atrás com uma amiga minha e a gente falava sobre cotas, prisão perpétua e pena de morte. Cota é pra quem merece, eu não posso tirar isso da minha cabeça. O que eu digo quando os próprios negros aceitam isso é que, por que ao invés de encontrar um caminho curto, não lutam pela melhoria das escolas nas favelas? Óbvio, não é fácil, mas também não é difícil que cada um ensine ao seu filho que drogas não é legal, que violência é uma coisa despresível, que roubar é feio e que trabalhar, ralar no sol (como eu mesma já fiz) não é a pior coisa do mundo. Isso tudo vem de cedo, e requer força, muita força de vontade! Você vê seu irmão, seu amigo, seu pai, filho usando drogas, comprando ou até mesmo vendendo, você vai ficar quieto? Não sou hipócrita ao ponto de falar que eu nunca coloquei isso na boca, já sim, mas o que me torna “melhor” do que os outros é que eu virei pra mim e falei: “- eu quero chegar a esse ponto? tenho certeza que eu quero fazer isso?! não, obrigada!”, sabe é questão de você gostar de você. E tudo não gira só em torno de droga, mas de educação e responsabilidade. E se ao invés de estar por aí zanzando sem nada pra fazer essa mulecada estivesse jogando bola num campinho, estivesse brincando de escola, estivesse aprendendo a ler com os gibis que estão espalhados por aí? São questão simples, mudanças poucas que em massa mudam completamente a visão de tudo!

Não digo que é errado as cotas pra negros, mas digo que é errado favorecer alguém pela cor da pele, é isso que eu digo. Infelizmente, não temos as mesmas chances e muita gente inteligente se perde por falta de oportunidade. Só que também é errado o comodismo, o se acomodar só porque eu sou negro, só porque eu sou diferente de alguma forma e não consegui o emprego de primeira. Eu estudei minha vida toda em escola pública, meus pais nunca tiveram dinheiro pra me manter em qualquer escola particular que fosse, mas eu digo que hoje eu estou muito bem, fiz cefet que me deu um emprego muito bom, não tenho do que reclamar, e eu entrei sem cursinho, não estudei além do que estudava na escola, mas a diferença entre mim e os que não entraram da minha sala, é que eu queria, apesar de tudo, eu queria fazer isso, mesmo depois de no curso ter tomado um pau e pensado muito em desistir, eu botei a cara e segui em frente, passei muito perrengue, enquanto meus amigos saíam pra beber no meu último ano eu fiquei em casa estudando, vendo coisas que hoje eu não uso muito, mas que na época era fundamental pra que eu pudesse concluir o curso.

Eu tive as mesmas oportunidades que o carinha que agora empacota caixas no supermercado que eu compro, mas a diferença é que eu não parei, ele estudou comigo o ensino fundamental e o médio junto com o técnico, tomou pau comigo, mas eu segui e ele ficou. A diferença é essa. A diferença é o querer que todos têm, mas não usam, só isso. A parte da conversa sobre prisão e pena de morte fica pra outro post, esse é exclusivo pro Luiz, muito obrigada por abrir os olhos, me fazer pensar um tanto mais e expandir visões, isso é muito importante.

Aiai, em menos de 10 minutos o Sport virou dois em cima do meu Flamengo, vamo, time, vamo! rs. Acabou o primeiro tempo agora, rs. Torçam, ou não, por uma reação, kkkkkk.

Open your eyes!

A gente fica estudando História, pensando em dar a hora de acabar a aula pra poder sair na sexta-feira e parar num bar, não é? Mas sempre é assim, ou quase sempre. Chega uma hora que não adianta mais a aula de História, não é mais necessária melhor dizendo. Todos nós acordamos e como em uma noite turbulenta batemos com a cabeça no chão e nos damos conta de que não vivemos nada, que não lutamos por nada, que não queremos nada, e que, principalmente, não damos valor a nada.

Esse geralmente é o pensamento de quem cai do cavalo branco, e vê que até hoje, dia cinco de março de dois mil e nove, não fez nada além que beber, cair e levantar (literalmente). O fato é que se existe uma coisa que nossa geração tem é a comodidade excessiva. Se tem muito de tudo e pouco do nada, o NADA, que nos é tão necessário para no fim darmos valor ao tudo. Aí a gente acorda, toma o café que nos prepararam, vemos o programa que está passando no primeiro c(anal) que aparece e é assim o resto do dia, sendo servidos e servindo de lixo para o resto do mundo. Aí nos damos conta que não existe lixo demais no mundo, nós que estamos em sobrando. Bem, então nessa perspectiva os assassinos de aluguel são bem vindos, não? Pode até ser, mas não, nós somos humanos e não uma praga qualquer que invade o campo de milho sem nenhuma intenção. Nós temos a intenção, nós sabemos o porque e temos todas as respostas que possam ser feitas, por isso o mal é tão devastador.

Já pensou em viver na década de 60 ou 70?! Ah, sim claro! E deixar de curtir o auge do lança perfume, usar aquelas roupas super cool, ser uma pineup, ver o nascimento do punk, curtir a ditadura, amar dar um passeio no maracanã cheio de presos políticos e nem ligar por um arrastão de policiais, óbvio que não! Sabe o que é ter seu direito perdido numa multidão de gente que só queria falar, e era só! A palavra nos foi tomada e com garra e muita luta foi retomada e nós, jogamos-a fora por simplesmente não saber usar. Aceitar o que nos é dado sem nem ao menos reclamar é de fato, se suicidar. Então pra que viver se não podemos nem reinvidicar nada?! Claro, o que podemos reinvidicar? Abaixo a internet discada, fora os juros no cartão de crédito, e um viva para os downloads gratuitos e blog’s de estética que me ensinam como acabar com a celulite em duas semanas! É isso que você quer reinvidicar?

censura.

Então move on, e sinta-se a vontade para fechar a aba do seu browser.

Billy, the kid.

Tem vezes que sobra inspiração e a gente só não faz mais de 27 posts por dia porque nem todo mundo lê… Mas tem dia que o trem tá bravo! Hoje é (ou era) um dia assim… Mas aí o Billy, meu cachorro, me deu toda inspiração – além de baba – que eu precisava. O Billy é um cara chato, sabe, daqueles que pra falar com você cutucam e tem que falar pertinho, deixando o nariz empestiado de bafo de ração e costela. Ele é desse jeito, e além de tudo, é esparramado, daqueles que deitam e ocupam toda a sala, aí todo mundo tem que fazer ginástica e pular por cima dele, porque se tem uma coisa que ele não faz é dar licença porque ele também é muito preguiçoso. E grande! Grande de pesar uns 49 Kg (mais que eu, re).

Uma das  coisas que ele ama fazer é me atrapalhar quando eu estou digitando, acho que ele não gosta do barulho do teclado ou fica com inveja pela unha dele ser grande e não dar pra digitar seus devaneios caninos. Além das aventuras, porque ele é o cão aventureiro, vira e mexe chega junto comigo de madrugada das baladas dele, quase sem fôlego, com as pernas bambas e uma cara de feliz que dá até nojo! Quando eu o ganhei, estava na sexta série ainda, ele era do tamanho de um tênis criança (nº 33 como o meu) e cabia confortavelmente numa caixa de sapato. Mas o Billy nunca foi de ficar preso e sempre escolhia o lugar que queria dormir, o que era sempre o guarda-roupa da minha mãe! Uma pena porque minha mãe lascava duas chineladinhas na bundinha gorda dele e ele saia mais acordado que playboy em rave de criança, cheia de balas e doces, he.

Uma vez meu pai insistiu que ele saísse um pouco da vida de cidade que fosse ficar mais perto da natureza e blábláblá… Enfim, levou o pobre cachorro pra roça com ele, até aí beleza, mas o Billy não foi informado em hora nenhuma que teria que fazer o caminho todo a pé! Meu pai ia de bicicleta e o Billy foi atrás (as vezes beeeem atrás) marchando ao som de “somebody saaaaaave me!!”, chegando na fazenda ele avistou o riacho que passa bem na frente, louco de calor e alucinado com o pó da estrada, o cara mergulhou naquela água, encostou na beirada e ficou por lá, com a água passando por ele deitado, até que fossem ver se ele tinha morrido ou ido água abaixo. Nenhum dos dois, porque foi só sentir o cheiro da comida que as suas forças retomaram e ele partiu pra fazenda. Hoje em dia o Billy sabe que quando se fala em roça e cachoeira a melhor maneira de se safar é partir pra balada e só voltar após o meio-dia. Tal cão, tal dona, rs.

Uma sexta daquelas

Chega o fim do carnaval e agora sim o ano começa pra muitos de nós brasileiros, isso porque ainda tem gente que emenda na semana santa, mas enfim. Chegou o fim e todo mundo volta a maratona de aula, trabalho, estresse e continua com a maratona de cerveja/torresmo/hamburguer.

Nesse meio tempo que eu fiquei doente (eu gripei e passei mal como todo início do ano) eu fiquei em casa quietinha e li, li muito, coisa que eu não me dou o luxo de fazer a tempos. Li um livro que minha mãe achou aqui em casa e li um, o que eu vou falar agora, que é só de fotografia e a maioria conhece, Um dia “daqueles”, pra quem não sabe o que é, é uma pequena crônica e praticamente cada frase tem uma foto de um animal específica; o quetorna o livro além de real muito divertido, porque tem cada foto que é o máximo e eu penso como esse cara tirou a foto em momentos tão íntimos da bicharada. Então fica a dica e um vídeo que eu caguei de rir essa manhã!

Boa sexta pra quem gosta.

Livre arbítrio dominado.

Até que ponto a gente leva a frente uma decisão? Sabe, as vezes eu me pego pensando porque a gente ainda escolhe algumas coisas se todo mundo depois bota a culpa no destino… Parece então que você não é dono de nada e está aqui preso simplesmente ao acaso do que o tal destino quer. Há algum tempo eu tomei uma decisão que foi realmente decisiva pra mim, praticamente mudou minha vida inteira, e hoje eu não me arrependo, mas admito que diversas vezes coloquei em prova a minha escolha. Sabe isso porque eu tomei justo o caminho mais estreito, justo o mais apertado de se caminhar, mesmo pra mim que sou pequena, enfim…

Não vou dizer que não acredito em destino, quer dizer não acredito em destino, acredito em propósito, todo mundo desce (ou sobe) aqui a fim de fazer uma coisa qualquer que não cabe a nós lembrar (até porque seria muito fácil se você soubesse, poderia morrer em menos de horas quase). Mas eu sei que tem gente que faz questão de escolher o caminho mais díficil, né… Nem é tão difícil ser feliz, cara… A gente trabalha, tem amigos, sai, bebe enfim… Isso é ter uma vida, né… E isso é ter tudo o que a gente precisa, amigos, amor, conversas para obter experiência, experiências para ter histórias e tudo no fim se completa.

E será que eu não vou sair pra beber nenhum dia de semana, meu deus! Por que só chove quando chega a quinta? Enfim, saco. E o fim de semana tá na porta, bora?

“A felicidade está em nosso destino como uma nuvem no céu antes que a tempestade de amanhã destrua nossos sonhos de ontem e da semana passada” – Grande Linus.

Clarice, claro!

“A harmonia secreta da desarmonia: quero não o que está feito mas o que tortuosamente ainda se faz. Minhas desequilibradas palavras são o luxo de meu silêncio. Escrevo por acrobáticas aéreas piruetas – escrevo por profundamente querer falar. Embora escrever só esteja me dando a grande medida do silêncio.”



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